Segunda-feira, Junho 05, 2006

Lá Acabei Por Ir

Pois após ter batido tanto o pé a dizer que não ia, lá acabei por ir ao Rock-in-Rio.
"Olá Inês, como estás? O que vais fazer daqui a bocado? Vais estudar, é? Ahhh. Ok. É que tenho aqui um bilhete para hoje, o meu irmão cortou-se." E assim foi; numa conversa rápida decidi agarrar o convite da Vera e cagar no estudo de Sistemas Mecânicos.



Abalamos ao fim da tarde de ontem até à Bela Vista (local já muito frequentado diariamante).
Tentámos ir para o slide, mas já havia uma fila para 3 horas. Foi pena!
O cartaz não me era apelativo: um tal de Marcelo D2, Corinne Bailey Rae, Anastacia, Sting e GNR.
No meio destes todos, apenas GNR é que me puxava o pé.
Começou tudo a horas, o que me espantou, mas se pensarmos que a organização não é portuguesa, logo vemos que faz sentido.
Anastacia surpreendeu-me bastante. A cantora parecia que estava meio drogada (talvez pastilhas), fazia lembrar com os seu andar e vozinha a falar, aquela que fazia The Nanny. Surpreendeu pelo facto de ter sido a única a fazer realmente espetáculo. Mesmo aqueles que não apreciam o seu estilo, estavam todos animados, tal como foi o meu caso.
Quanto ao Sting também foi fixe, conseguiu levar os seus fans ao rubro, apesar de estar com um ar de ganzado, logo não foi tão festivo como a anterior.
Para finalizar meteram os belos dos tugas, que mais uma vez mostraram o que vale o TUGA. Os GNR apareceram com um ar de superioridade, para além de o vocalista ter as pupilas maiores que os olhos. Muito, mas mesmo muito drogado. Para além de se ter enganado numa série de músicas, de terem parado músicas a meio para dizerem que não estavam a ouvir a malta a aplaudir, e depois de numa tentativa de obrigar as pessoas a cantarem os parabéns pelos 25 anos da banda, lá fizeram a birra toda que queriam e sairam ainda não tinha passado uma hora de concerto. O que dizer disto? Maus profissionais, demasiada droga nessas cabeças e muita birra.
Ao invés de ficarem contentes por finalizarem o espetáculo num palco como nunca mais pisarão na vida, com uma multidão como nunca devem de ter visto... não, fazem o pior que se poderia fazer... sair, abandonar um palco.
Uma tristeza. Mas o mais curioso, é que ninguém parece ter visto, ninguém se apercebeu, ninguém comentou o pior fecho de um festival desta dimensão. Aqui fica a questão: como é que se consegue abafar uma coisa que milhares de pessoas assistiram?!?

Terça-feira, Maio 30, 2006

O Arranque

Já iniciei este fim-de-semana a minha época balnear. Sim, roam-se de inveja. Eh eh eh. Não é para quem quer, é para quem pode.



Tive direito a duas idas ao Guincho, com um espacular solzão, sem vento (coisa rara nessa praia) e não tive de ser evacuada por haver uma praga de mosquitos, como houve em algumas praias da costa da caparica. Só não entrei toda dentro de água (fiquei-me pela cintura), porque ali é sempre aquele fresquiiiiiinho que chega aos ossos.
Também houve tempo para ir a sintra à Casa do Preto e ao Gregório, tempo para comer um pastelinho de nata quentinho, trazer umas queijadas, um saco de areias e outro de bolachas de manteiga. Uiiiiiiii.... ca bommm. E TUNES, nada de piadas sobre engordar, porque já ando a emagrecer, enquanto que tu... cada vez mais lontrinha.

Sexta-feira, Maio 26, 2006

Publicidade

Há já uns dias que ando com um estúpido refrão na tola e passo muito tempo a trauteá-lo, não sei se foi invenção da minha cabeça ou se de facto o ouvi em algum lado. A propósito do euro 2004 e agora com o mundial, passa uma publicidade muitíssimo irritante, e em jeito de gozo e alguma verdade ficou isto:

paga mais, muito mais
menos ais, menos ais, menos ais
vais pagar bem mais

Acho que a mensagem dá para perceber bem.

Quem quiser ver a letra e ouvir a música original pode ir aqui.

Quinta-feira, Maio 18, 2006

A Título Informativo (FYI)

... àqueles que ainda cá vêm, fiquem sabendo que ainda respiro. Só não tenho tido tempo (e muita preguiça) de cá vir. Mas espero ainda este fim-de-semana postar qualquer coisa de interessante.

Fiquem bem

Domingo, Abril 23, 2006

No Gerês Não Há Minhoca

Ainda a propósito das férias da Páscoa... bem sei qua já lá vão, mas que querem? Quem gosta de rolos e não acha piada nenhuma às moderices dsigitais, é assim...

Para início de viagem, um saltinho ao Porto para uma almoçarada.
Passeio pela zona ribeirinha. Azar dos azares, estavamos sentadinhos ao pé da ponte a curtir o solzinho, quando vem alto aparato. Um semi rígido da polícia e mais um outro com 3 gajos lá dentro. Dois eram mergulhadores.
Ao que parece um velho tinha-se atirado ou não, e para grande sorte tinha levado com um dos barquinhos de passeios turísticos ou não. Cada um tinha uma versão, mas na verdade ninguém tinha visto nada. Enfim...
Pior foi o raio das criancinhas que apareceram a dizer que estavam a ver um morto lá ao fundo, e assim continuaram para os polícias "CARAGO! ESTÁ UMA CABEÇA A BOIAR. FUODASSE, NÃO TÃO A BER. OLHA O MÚORTO A MEXER." Raio das crianças! As pestes acabaram por vir para cima de nós e continuavam os gritos histéricos e o gozo era cada vez maior.


De caminho para o Gerês. Alta confusão para dar com o parque de campismo. 23h, lá nos deixaram entrar. Sem uma lanterna, dado que se levou um grande foco, mas este queimou dada a sobrecarga que levou no carregamento da bateria. Tenda: uma comprada na véspera no Lidl (ah e tal, e são €20). Uma desgraça! O raio da tenda, uma canadiana supostamente para 2 pessoas, nem um metro de altura tinha. Pior, era sempre a descer, o que fazia com que a parte de trás tivesse alguns estonteantes 30 cm. Claro que não tem corta vento nem porra nenhuma.
Acordo às 3 e tal da manhã e vejo que a tenda tem gotas de água por todo o lado. Sem comentários.

A partir daqui foi sempre pousadas, albergarias o que quer que fosse, até o carro me parecia uma ideia melhor que a tenda.

Tentou-se a pesca em zona protegida (leia-se proibida), mas pescar que é bom... nada. Não havia isco. No Gerês não há uma puta de uma minhoca. Melhor mesmo foi a tentativa de pesca com uma boía que é um ovo kinder e que não aguenta o peso. Melhor só mesmo quando se enrolou tudo numa árvore.















Melhor mesmo foi a esperteza que se seguiu uns dias depois. Ir pescar, em Espanha não por algum motivo especial, mas porque a estrada assim nos empurrou, a jusante de uma barragem e com um isco para peixe de água salgada, ameijoas. Um piadão! Só visto, tanta tolice pegada!

Peixe, nem vê-lo. Já o meu pópó impestado com o cheiro de ameijoa podre...

Muitas mais voltas se deu pelo Minho. Foi um pesseio giro, pena foi o tempo ir piorando de dia para dia.

E de volta à Invicta. Gosto muito de por lá andar, mas o trânsito... é de dar cabo da paciência de qualquer santo.

(apanhadissíma)

Domingo, Março 19, 2006

Cleaning Up My Closet

O meu antigo quarto, que hoje em dia funciona como o meu "escritório" tem andado completamente desarrumado, tipo barraca ou pior. Após ter sido repreendida varias vezes pelo "patrão", hoje lá me decidi a arruma-lo.
Comecei pelo armário que está repleto de malas e maletas, sacos e saquetas. Sou perita em deixar coisas pequenas dentros de bolsos e malas. Descobri as coisas mais incríveis, desde bilhetes do metro de 2003 e um outro ainda mais antigo (nem consegui descobrir a data) mas ainda a 100$, pensos higiénicos já com a parte exterior "desbotada", muitos trifenes (nem me atrevo a toma-los, parece que foram à guerra), uma caixa de fósforos do Lux com um bilhete de entrada datado de 2003/11/15, cartões de restaurantes que não voltei pois já não sabia deles, dos ditos cartões, leços ranhosos... Enfim, descobri uma panóplia de coisas que já nem fazia ideia delas.
Depois passei a um armário que geralmente enfio para lá as coisas que dão pena deitar fora, apesar de saber que não vou precisar delas, é tipo um pré-caixote-do-lixo. Mais cedo ou mais tarde aquilo vai fora, geralmente é mais tarde. Tenho tendência a guardar tudo, restos de papel de embrulho, linhas, laçarotes, bocados de velas, coisas pavorosas que me dão só para não ofender ninguém, roupas que já nem me servem (tipo de quando eu tinha 8), fotografias e cartas de ex-namorados, botões, etc, etc.
Muitos destes restos fazer parte de planos para coisas que eu tinha em mente fazer, uns quantos projectos como almofadas, reformar roupas, mas que vou deixando, como me é habitual, para depois. Um depois que nunca chega. Isso e o facto de me prender muito ao passado e de o viver mais do que gostaria. Antigamente isso era regra, agora vai sendo excepção.
Mas sinto-me sempre melhor, mais leve, quando me dá para estas arrumações de fundo, e mando muita coisa embora, e depois sempre posso dar a quem faz falta. Também não sou assim tão mazinha!
Esqueci de dizer, tal é a minha paranóia (entre tantas outras, mas que hoje em dia já nem dão para reparar) em guardar tudo que, também tinha uma colecção de sacos de lojas (que já reduzi para metade) que não servem para nada a não ser estarem todos ao monte num cabide, e ainda uma de postais desses grátis e que se vêm pelos bares. Ainda não tartei desses (alguns estão pelas paredes), mas a pilha já vai muito grande...

Terça-feira, Março 14, 2006

Metia-os a Todos Num Barco e Afundava-o

O dia de hoje até estava a correr bem até às 14h, até que lá me mandaram levar novamente com uma reunião com o Conselho Pedagógico. Para não variar, a minha Comisão levou rebocada. Nada de novo.
Já andava eu irritada e então lembrei-me "ah e tal, e porque não ir às compras desanuviar um bocadinho?"
Peguei no Fausto e lá fomos ao Vasco da Gama, centro que não é do meu agrado pelo espaço e pela fauna que o frequênta, mas dado ser aqui ao pé...
"Então e onde preferes ir?", "Podiamos ir à Pull", "Boa, assim dá para os dois."
Rapidamente o Fausto viu o que queria, mas dado ter deixado a sua carteira no meu Fofo, não podia tratar logo do assunto. Eu ainda andei de volta de uns sapatos tão catitas (sim, Fausto, são giros. pára de gozar comigo. não, não tiras nada fotos. aiiii) e depois ainda me lembrei de ir experimentar uns calções. Depois de andar pela loja como se estivesse numa passerelle, ainda fui experimentar outro par. Volto a sair para pedir uma opinião masculina (mas claro, o Fausto não é a pessoa certa para isso). E assim fiquei, a uns escassos 3 metros do gabinete de provas.
Voltei a entrar, decidida a deixar os calções e a levar os sapatitos, quando vejo um preto com o dobro da minha altura dentro da minha cabine. Disse educadamente para sair dali, e após olfatar um bafozorro a vinho, fui direita à minha mala ver das chaves do carro, carteira e telemovel. Tudo nos conformes!
"Bom vamos lá despachar isto que já está a ficar tarde e ainda tenho de ir ao ginásio tratar dos numerosos quilos que ganhei nos últimos meses"- e eis que- "mas onde que raio estão as minhas calças? Deixa lá ver se o outro idiota não as levou por engano para o gabinete do lado"
Falei com o cabrão do preto, que disse não ter levado nada e assim que eu virei costas e voltei para procurar melhor, não fosse estarem perdidas não sei bem onde, o gajo saiu loja fora.
E pronto, foi assim que fui desflorada quanto a roubos. Foi a minha 1ª vez.
As gajas da loja pouco ou não fizeram, os seguranças de tanta inercia habituados não têm ritmo para muito. Poratanto acabei por ter de comprar umas calças novas iguais às que roubaram, pois essas só tinhas uns 15 dias, e vim sem bainhas e sem o aperto habitual que têm de levar na cintura.
Com as calças a sobararem pano por muitos sitios ainda tive de ir ao apoio ao cliente tratar do parque de estacionamento, porque eu até nem tenho o hábito de o fazer, mas deixei o bilhete do parque de estacionameno no bolso das ditas.
E pronto, é assim que se estraga o dia de uma pessoa e lhe provocam grandes dores de cabeça. Posso também dizer viva o Hitler e que o mesmo deveria estar vivo. Abaixo os pretos.



Quem considerar este post racista... não está enganado!!